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BC eleva projeção do PIB e reduz a do IPCA em 2018

por Notícias às 09:58 de 22/12/2017 em Mercado de Cartões

Fonte: O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | ECONOMIA & NEGÓCIOS

Um ano de inflação controlada com crescimento mais forte. Esse é o retrato traçado pelo Banco Central para 2018, conforme o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado ontem. A instituição alterou sua projeção para o IPCA o índice oficial de inflação no próximo ano, de 4,3% para 4,2%, e elevou sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,2% para 2,6% ainda abaixo dos 3% esperados pelo governo.

“Os indicadores mostram a retomada gradual da economia que, no entanto, segue operando com alto nível de ociosidade. O cenário externo tem se mostrado favorável, com a atividade econômica global se recuperando”, comentou o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana de Carvalho, durante a apresentação do RTI.

As projeções do BC, considerando variações de mercado para o dólar e as taxas de juros, são de que o IPCA ficará dentro da meta perseguida pela instituição pelo menos de 2018 a 2020. Para 2017, que está perto do fim, o índice projetado é de 2,8% um porcentual inferior à meta do BC para o ano, de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).

Na visão do BC, além de uma inflação acomodada e de um PIB maior, 2018 pode ser um ano de juros ainda menores. Isso porque a Selic (a taxa básica da economia), atualmente em 7% ao ano, pode voltar a recuar no encontro de fevereiro do Comitê de Política Monetária (Copom), reunião dos diretores do BC que decide os rumos dos juros básicos. A instituição sinalizou mais uma vez, no RTI, a possibilidade de corte de 0,25 ponto porcentual, o que colocaria a Selic em 6,75% ao ano o menor valor da história.

Apesar do cenário positivo, o BC voltou a defender a necessidade de a reforma da Previdência passar no Congresso. De acordo com Viana, essa reforma é importante para a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. Ao mesmo tempo, ele afirmou que o adiamento da votação da matéria na Câmara, para fevereiro do próximo ano, não vai influenciar a decisão do Copom sobre juros naquele mês. “Nunca enfatizamos nenhuma etapa específica do andamento da aprovação de reformas. Temos de olhar o amplo conjunto de informações.”