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Economia reforça sinais de melhora

por Notícias às 10:11 de 22/09/2017 em Mercado de Cartões

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL

Pelo quinto mês seguido, o Brasil registrou crescimento na criação de empregos. Ezequias Lima teve sorte. Fez uma entrevista numa loja de sapatos e em uma semana foi chamado. A queda da inflação — que deverá fechar o ano abaixo do piso da meta— e as projeções de crescimento do PIB reaqueceram a economia.

CONJUNTURA/ Apesar da crise política, o Brasil colhe resultados positivos. A criação de empregos formais se manteve em agosto, a prévia de inflação de setembro é a menor desde 2006 e o Banco Central elevou a projeção de crescimento deste ano e do próximo

Enquanto o país está enredado na crise política, a economia dá sinais de recuperação. Vários indicadores positivos divulgados ontem mostram que o descolamento entre os dois campos se acentuou. O índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação, subiu apenas 0,11% em setembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o menor patamar para o período desde 2006.

O Ministério do Trabalho registrou a criação de 35.457 vagas com carteira assinada em agosto, o que dá uma esperança para quem está na fila do seguro-desemprego, embora o número tenha ficado abaixo dos 60 mil postos esperados pelos analistas.

E o Banco Central (BC) elevou de 0,5% para 0,7% a previsão de crescimento da economia neste ano, e de 2% para 2,2% a do ano que vem.

O Relatório Trimestral de Inflação, apresentado ontem pelo BC, também voltou a reduzir as projeções de inflação. A previsão para este ano passou de 3,8% para 3,2%, nível abaixo do centro da meta, de 4,5%, e próximo ao piso, de 3%, algo inédito. Para 2018, a expectativa caiu de 4,5% para 4,3%.

“A trajetória dos indicadores de atividade evidencia a consolidação do processo de estabilização da economia brasileira e recuperação gradual da atividade econômica”, afirmou o BC. Na avaliação de especialistas, ainda é preciso cautela. Segundo eles, os riscos persistirão se a agenda de reformas não avançar e se o governo que for eleito em 2018 mudar a diretriz econômica.

Fontes: Cageã/Mlnistérlo do Trabalho; Reutdrio Trimtsír,s! de Inflijçao de Banco Central