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‘Fintechs’ podem ampliar empréstimos do BNDES

por Notícias às 09:53 de 18/07/2017 em Mercado de Cartões

Fonte: ESTADÃO/SÃO PAULO

Em meio à resistência dos grandes bancos em oferecer crédito a micro, pequenas e médias empresas, o BNDES pretende diversificar sua rede de repassadores para garantir que o segmento, um de seus principais focos desde a mudança de política do banco, tenha acesso aos financiamentos.

BRASÍLIA - Em meio à resistência dos grandes bancos em oferecer crédito a micro, pequenas e médias empresas, o BNDES pretende diversificar sua rede de repassadores para garantir que o segmento, um de seus principais focos desde a mudança de política do banco, tenha acesso aos financiamentos. O principal objetivo é incluir no rol de agentes financeiros as empresas tecnológicas que atuam no setor, as chamadas “fintechs”.

A intenção do banco é que as fintechs sejam no futuro articuladoras de “comunidades creditícias”, assim como são hoje as cooperativas. Com isso, o banco poderia oferecer linhas ainda mais especializadas para determinados segmentos, como tecnologia ou saúde, por exemplo.

Bancos travam crédito do BNDES para pequenas empresas

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) avalia usar o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) para oferecer garantias em financiamentos contratados junto às fintechs. O fundo tem hoje R$ 780 milhões, que podem alavancar empréstimos equivalentes a 12 vezes esse valor, ou seja, mais de R$ 9 bilhões. De acordo com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, a ideia é abrir uma seleção para eleger qual fintech será contemplada.

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, tem dito a interlocutores que se trata de um projeto a ser desenvolvido ao longo de dois anos, ou “dois meses dentro do novo calendário benedense”. É uma referência ao novo lema interno da instituição de fomento: “fazer seis anos em seis meses”, como disse Rabello em recente entrevista ao .

As fintechs hoje não são regulamentadas pelo Banco Central, mas a atividade tem despertado o interesse por parcerias. O presidente do Sebrae afirmou que os grandes bancos estão “enferrujados” na forma de ofertar o crédito para esse público e que a própria entidade está estudando canais alternativos para dar suporte ao segmento.