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Forma de pagamento pode evitar aumento de dívidas

por Notícias às 09:59 de 25/09/2017 em Mercado de Cartões

Fonte: DCI-COMÉRCIO INDÚSTRIA & SERVIÇOS/SÃO PAULO

A saúde financeira de qualquer pessoa é diretamente influenciada pelas formas de consumo, até das mais simples.

Escolha certa da forma de pagamento pode evitar dívidas

A saúde financeira de qualquer pessoa é diretamente influenciada pelas formas de consumo, até das mais simples. Para evitar maior endividamento, tanto no presente quanto no futuro, escolher o meio certo de pagamento em determinadas situações é requisito básico para economizar o máximo possível.

Compromissos futuros, peso de eventuais parcelas e reservas são alguns dos fatores que o consumidor deve avaliar ao optar pela forma de aquisição

• A saúde financeira de qualquer pessoa tem influência direta das suas formas de consumo, até nas áreas mais simples. Para evitar maior endividamento tanto no presente, quanto no futuro, escolher a forma certa de pagamento em determinadas situações é requisito básico para economizar o máximo possível.

Com a popularização e a facilidade dos cartões de crédito e débito, quase todo comprador tem à sua frente uma dúvida comprar à vista ou parcelado , cuja solução optada pode fazer muita diferença. Sendo o produto algo pequeno, como uma roupa, ou bens grandes e de possível revenda, como um carro, a pessoa tem que analisar todos os fatores da compra.

“Antes de comprar determinado produto, o consumidor deve fazer algumas perguntas. Em primeiro lugar, se a compra é importante, se agregará valor à sua vida? Depois, o quanto custa esse bem ou serviço? E, dependendo da resposta, a vem a terceira: quanto dinheiro disponível eu tenho para comprar o produto? Sempre de acordo com o orçamento, da disponibilidade e do se tem guardado. E se não tiver condições, quanto poderia colocar de prestações mensais no orçamento, caso seja algo que realmente tenha necessidade?”, aponta o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

Embora seja uma indicação comum, por parecer não culminar em uma nova dívida e por propiciar alguns descontos, o pagamento à vista deve ser analisado pelo consumidor se o dinheiro usado não irá comprometer compromissos futuros ou se pode zerar o saldo em conta corrente.

“Uma observação que o consumidor deve fazer quando compra à vista é se o dinheiro não fará falta nos próximos seis ou 12 meses. Porque temos compromissos fixos, planejáveis. E, ainda que tenhamos dinheiro para comprar à vista, é melhor fazer uma projeção. Se existem alguns afazeres inevitáveis, eu devo comprar a prazo, porque assim eu vou descapitalizar a compra e depois terei esse dinheiro”, continua Domingos.

“Quando você compra à vista, o choque é na hora. A pessoa corre grande risco de entrar no cheque especial se está comprando à vista coisas que estão fora de suas possibilidades, sem algum tipo planejamento e tocando a vida sem mensurar os danos", complementa o educador financeiro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), José Vignoli.

As recomendações e a atenção não são diferentes para os que pretendem parcelar suas compras. Entender as próprias finanças e verificar como as parcelas se adequarão a elas é

CONSUMIDOR DEVE OBSERVAR VALOR, 0 CUSTO E SEU ORÇAMENTO

COMPRAR À VISTA PODE PREJUDICAR OBRIGAÇÕES FUTURAS

PARCELAS NUNCA DEVEM SER SUPERIORES A 30% DA DÍVIDA

O principal dever de casa na hora de usar o cartão de crédito. “Se eu tenho um planejamento, sei o que posso parcelar ou não. Se não, durante o período, eu terei a falsa sensação de estar desembolsando menos por mês. Mas, com o passar do tempo, o valor da minha futura pode dobrar”, afirma Vignoli. “O crédito deve ser usado com sabedoria, com o conhecimento de que ele nunca deve ser superior a 30% dos seus rendimentos mensais.

Se passar a soma passar disso, o caminho é o do superendividamento”, diz Domingos.

Grandes compras

É certo que, para realizar compras que exigem maiores aportes, o planejamento pessoal e as ponderações sobre a aquisição devem ser priorizados: tenha os “pés no chão”. “Para bens de maior valor, é preciso que seja algo dentro da sua realidade financeira aquela história da ‘prestação que cabe no bolso’ não é uma regra. O tempo passa. Ou seja, é importante admitir que você poderá adquirir ou trocar o bem atual por um maior ou melhor, e que isso está dentro do progresso da sua receita”, indica José Vignoli, da SPC Brasil.

Por outro lado, a relação entre os próprios recursos e os débitos é ainda mais complexa. "Hoje é mais interessante ter capital na sua mão do que ter um bem quitado, se não houver reservas. É interessante fazer um financiamento e manter o capital preservado”, analisa Reinaldo Domingos.