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Juro do cartão cai a 283,5%

por Notícias às 10:05 de 17/04/2017 em Mercado de Cartões

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | ECONOMIA

A taxa média de juro do crédito rotativo, usado por aqueles que não pagam totalmente a fatura do cartão de crédito, diminuiu 41,7% nos três primeiros dias úteis de abril, para 283,5% ao ano, em relação ao mesmo período de março, quando era de 486,1%. A informação foi divulgada ontem pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que representa as principais instituições do setor no país.

Os dados levam em conta o período de 3 a 5 de abril, quando entrou em vigor a nova regra de uso do crédito rotativo, pela qual o cliente só pode usar essa modalidade de financiamento por cerca de 30 dias, até receber a próxima fatura. Depois disso, o consumidor deve quitar o valor que ficou em aberto ou parcelar o saldo devedor usando linhas de crédito com juros menores, oferecidas pelos bancos.

A mudança foi feita para coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer soluções de financiamento com juros mais baixos. A taxa média cobrada no rotativo terminou 2016 em 484,6% ao ano, segundo o Banco Central. Em março último, de acordo com a Abecs, o encargo estava em 466,4% em média. “Teremos uma taxa bem convergente em abril, primeiro mês do novo rotativo”, afirmou o presidente da entidade, Fernando Chacon.

Cortes

Os dados divulgados ontem pela Abecs consideram os juros cobrados pelos seis maiores bancos que atuam no país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Citibank, Santander e Caixa Econômica Federal. Outro levantamento, da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mostra que as taxas médias das seis principais linhas de crédito utilizadas na economia tiveram em março a quarta redução mensal consecutiva.

Para pessoas físicas, os juros médios caíram de 154,63% ao ano, em fevereiro, para 153,78%. Nas linhas direcionadas a empresas, a queda foi de 73,13% para 72,33%. Nos dois casos, foram as menores taxas desde junho de 2016. De acordo com o diretor da Anefac, Miguel de Oliveira, a redução é consequência dos cortes da taxa básica de juros, a Selic, que vêm sendo promovidos pelo Banco Central (BC) desde o fim do ano passado. Na última quarta-feira, o BC diminuiu a taxa pela quinta vez consecutiva, para 11,25% ao ano, a mais baixa desde 2014.

Miguel de Oliveira afirmou que a continuidade dos cortes na Selic abrirá espaço p ara novas reduções dos juros cobrados ao consumidor pelas instituições financeiras. No entanto, ele advertiu que isso dependerá também da diminuição dos índices de inadimplência dos clientes, que ainda são elevados.