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Mercado de cartões tende a subir dois dígitos em 2018, puxado pelo débito

por Notícias às 10:04 de 26/09/2017 em Mercado de Cartões

Fonte: DCI-COMÉRCIO INDÚSTRIA & SERVIÇOS/SÃO PAULO

O mercado de cartões deve alcançar crescimento de dois dígitos em 2018, impulsionado pela migração aos meios eletrônicos e melhora macroeconômica.

Tendência é de alta no mercado de cartões

PAGAMENTOS

O mercado de cartões deve alcançar crescimento de dois dígitos em 2018, impulsionado pela migração aos meios eletrônicos e melhora macroeconômica. Com aumento significativo no uso do débito, a estimativa para este ano é de alta entre 5,5% e 7,5%. As projeções são da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

FONTE: ABECS

O menor uso do papel moeda e dos cheques somado à retomada gradativa da economia tendem a impulsionar o segmento de plásticos no ano que vem. Para 2017, crescimento fica entre 5% e 7%

Mercado de cartões tende a subir dois dígitos em 2018, puxado pelo débito

SEGUNDA MAIOR CARTEIRA

Concessões totais de cartão de crédito

O mercado de cartões deve alcançar crescimento de dois dígitos em 2018, impulsionado pela migração aos meios eletrônicos e melhora macroeconômica. Com aumento significativo no uso do débito, a estimativa para este ano é de alta entre 5,5% e 7,5%.

As projeções são da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Segundo informações divulgadas ontem pela entidade, o valor transacionado já cresceu 6,3% no primeiro semestre deste ano em relação a igual intervalo de 2016, de R$ 545 bilhões para R$ 580 bilhões.

Em relação ao crédito, o valor transacionado subiu 5,1%, de R$ 337 bilhões para R$ 354 bilhões, enquanto o débito avançou 8,4%, de R$ 209 bilhões para R$ 226 bilhões, na mesma relação.

De acordo com o presidente da associação, Fernando Chacon, apenas o crescimento orgânico baseado na migração para meios eletrônicos de pagamento já seria o suficiente para levar uma alta de dois dígitos para 2018.

“Já neste ano ficaremos bem mais próximos dos 7,5% previstos”, avalia o executivo e pondera que apesar da concretização das projeções macroeconômicas ainda dependerem de como os grandes bancos “abrirão a torneira do crédito”, o maior uso do cartão e a retomada gradativa do consumo já demonstram seus efeitos no segmento.

“Com a mudança de comportamento nos meios de pagamento e o avanço do consumo, já é possível projetar um aumento importante. Só isso já será o suficiente para chegarmos aos dois dígitos em 2018”, acrescenta Chacon.

O número de transações registrados no primeiro semestre também mostram crescimentos significativos no setor puxados, principalmente pelo maior uso do débito.

As transações alcançaram os 6,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor 7,1% superior do que os cerca de 5,9 bilhões vistos nos primeiros seis meses de 2016. O aumento foi puxado principalmente por débito, que subiu 10,2% (de 3,2 bilhões para 3,5 bilhões). Crédito, por sua vez, foi de 2,7 bilhões para 2,8 bilhões (+3,5%).

“Ainda que haja uma retomada do crédito em maior escala com a melhora econômica, o débito continuará crescendo mais do que o crédito em 2018”, diz Chacon.

Foco no débito

Nesse cenário, o presidente da Abecs destaca uma série de conversas da associação com o Banco Central para trazer um crescimento mais forte para o mercado de cartões, dentre elas, medidas para aumentar o valor transacionado no débito e estímulos ao crediário.

“Uma vez que o débito traz tanta representatividade ao segmento, estamos discutindo com o regulador uma forma de trazer transações de maior valor à modalidade”, comenta Chacon, ponderando que apesar de o segmento ter se mostrado bastante restritivo por conta dos riscos de fraude, as tecnologias voltadas para os meios de pagamento tendem a “viabilizar” as compras de maior valor no débito.

Além disso, a discussão sobre um maior impulso ao crediário como forma de “estimular a competitividade” e encurtar prazos e juros, também está em pauta. “Seria positivo para todo o varejo e permitiría que o sistema financeiro assumisse e coordenasse o risco de prazos e taxas do lojista", afirma Chacon.

Taxas de juros

Sobre as taxas de juros do rotativo e parcelado do cartão, o presidente da Abecs considera “não existir um espaço maior para redução no curto prazo” e afirma que com a implementação de uma norma que prevê uma aproximação das taxas do rotativo regular e não regular neste mês, “a redução de juros é uma incógnita difícil”.

“É preciso esperar até novembro para termos uma ideia de como cada player vai lidar com essa norma. Não é possível prever o quanto essas taxas podem subir ou cair, mas vejo que a redução dos juros já está no limite para as instituições”, conclui Fernando Chacon.