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Presidente do Banco Central sinaliza corte menor da taxa Selic

por Notícias às 09:18 de 20/09/2017 em Mercado de Cartões

Fonte: DCI-COMÉRCIO INDÚSTRIA & SERVIÇOS/SÃO PAULO | GERAL

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou em reunião com investidores em Nova York, que o Comitê de Política Monetária (Copom) considera "apropriada" a redução moderada de corte de juros para próxima reunião.

Em suas comunicações mais recentes, o BC e o próprio Goldfajn têm deixado claro a intenção de reduzir o atual ritmo de cortes da Selic (a taxa básica de juros) no próximo encontro do Copom, no fim de outubro. Atualmente, a Selic está em 8,25% ao ano. No último encontro, o corte promovido foi de 1 ponto percentual.

De acordo com llan, o Copom prevê um fim gradual do ciclo de cortes da Selic. Ao mesmo tempo, ele pontuou que o ciclo de flexibilização seguirá dependendo da atividade econômica, do balanço de riscos, de reavaliações sobre a extensão do ciclo e de projeções e expectativas para a inflação.

O presidente do Banco Central afirmou que a evolução de reformas e ajustes na economia contribuem para a redução da taxa de juros estrutural aquela que permite crescimento econômico sem gerar inflação. Segundo ele, medidas recentes adotadas na área de crédito contribuíram para o declínio da taxa estrutural.

Nos últimos meses, o governo e o BC apresentaram alterações numa linha específica a do rotativo do cartão de crédito e promoveram mudanças na dinâmica de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da criação da Taxa de Longo Prazo (TLP).

“Combinação favorável de preços”

“pode levar à inflação inferior ao esperado”

Durante a apresentação aos investidores, Ilan Goldfajn afirmou que, no nível atual, perto de 3%, a taxa de juros real (descontada a inflação) já promove estímulo à economia.

"A taxa ex-ante está abaixo da taxa de juros estrutural, o que significa que há duas possibilidades à frente: a taxa de juros estrutural pode diminuir ao longo do tempo ou a taxa de juros (Selic) pode aumentar", disse Ilan. "Ou, ainda, pode haver uma combinação de ambas as possibilidades."

Condições econômicas

O presidente do Banco Central afirmou que "as condições econômicas prescrevem política monetária acomodatícia, isto é, taxas de juros abaixo do nível estrutural". Também repetiu que a convergência da inflação à meta de 4,5% no horizonte relevante, que inclui 2018, é compatível com processo de flexibilização. "As projeções indicam que a inflação está sob controle", disse.

Ele também voltou a citar as projeções do Copom para a inflação: perto de 3,3% para 2017 e de 4,4% em 2018. Estes números levam em conta as projeções para câmbio e juros contidas no Relatório Focus.

Segundo ele, a combinação favorável dos preços dos alimentos e dos baixos níveis de inflação dos bens industriais com a inércia da inflação baixa "pode levar a uma trajetória prospectiva de inflação inferior ao esperado", afirmou Ilan Goldfajn. /Estadão Conteúdo