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Previsão para alta do PIB chega a 1,55%

por Notícias às 09:41 de 26/06/2018 em Notícias

Fonte: DCI-COMÉRCIO INDÚSTRIA & SERVIÇOS/SÃO PAULO

As previsões do mercado financeiro para o crescimento econômico deste ano se aproximaram de 1,5%, mostrou o relatório Focus divulgado ontem pelo Banco Central (BC). No documento, a instituição ressalta que essa taxa de crescimento pode recuar ainda mais se houver nova greve de caminhoneiros.

No documento anterior, os analistas consultados pela autoridade monetária esperavam um avanço de 1,76% do Produto Interno Bruto (PIB). Com as incertezas tanto no ambiente doméstico ainda reflexo da greve dos caminhoneiros em 11 de maio, quanto no cenário externo, os especialistas agora projetam aumento de 1,55% do PIB. Foi a oitava queda seguida nessa análise.

Praticamente com os mesmos motivos, o relatório Focus desta semana também revelou que a expectativa para a inflação oficial, medida pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), piorou pela sexta vez consecutiva, ao passar para 4% no documento anterior estava em 3,88% e há um mês, em 3,60%.

Contudo, se confirmadas as estimativas para o indicador neste ano, este fechará abaixo do centro da meta, de 4,5%, cuja margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual.

No caso de 2019, o mercado financeiro também revisou suas projeções para o PIB, da semana passada para esta, ao passar de alta de 2,70% para crescimento de 2,60%. Já para a inflação, foi mantida em 4,10% a meta é 4,25%.

Consumidores

Ontem, a Fundação Getulio Vargas (FGV) também divulgou a expectativa mediana dos 4%

É a previsão da variação da inflação oficial para o final deste ano, na avaliação de economistas consultados pelo BC. Na semana passada, a taxa era de 3,88%.

Consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses deste mês na comparação com maio, a qual teve uma ligeira alta de 5,3% para 5,2%. Mas, em relação ao mesmo período no ano anterior, houve recuo de 1,7 ponto percentual.

"As expectativas se mantiveram relativamente estáveis. Isso ocorre, em parte, por uma inércia de parte dos consumidores, que apesar do choque de preços ocorrido, principalmente, devido à greve dos caminhoneiros, não gerou uma mudança nas expectativas de inflação de forma homogênea. Os consumidores de renda mais baixa continuam projetando queda nos preços enquanto os de maior poder aquisitivo já reajustam suas projeções", afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV IBRE, em nota.

Juros

Ainda com relação ao Focus desta segunda-feira, os analistas esperam que a taxa básica de juros, a Selic, feche 2018 em 6,5% ao ano -mediana mantida há quatro relatórios.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu que essa taxa permaneceria neste patamar, pelo menos, até a próxima reunião, no primeiro dia de agosto. Hoje, será divulgada a ata desse último encontro, que poderá dar sinais dos próximos passos do BC.