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Mercado financeiro mantém projeção para o crescimento do PIB em 2019

por Notícias às 09:42 de 08/01/2019 em Mercado de Cartões

Fonte: DCI-COMÉRCIO INDÚSTRIA & SERVIÇOS/SÃO PAULO

As primeiras projeções do mercado financeiro divulgadas no governo de Jair Bolsonaro (PSL) mostram que a reação positiva após a posse não se traduziu em mudança nas perspectivas para o crescimento econômico do País.

Após posse, mercado mantém projeção para o PIB em 2019

As primeiras projeções do mercado financeiro divulgadas no governo de Jair Bolsonaro (PSL) mostram que a reação positiva após a posse não se traduziu em mudança nas perspectivas para o crescimento econômico do País.

A mediana das expectativas das instituições financeiras para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passaram de 2,55%, no último Boletim Focus do Banco Central (BC) de 2018, para 2,53%, na divulgação de ontem.

Para analistas consultados pelo DCI, a previsão do mercado considera que a reforma da Previdência Social será aprovada em 2019. Além disso, destacam que, dificilmente, o PIB crescerá acima de 2,5%. “Teríamos que estar em um cenário muito positivo”, diz Victor Cândido, economista-chefe da Cuide Investimentos.

“O desemprego, por exemplo, está muito alto e vai demorar para cair. A criação de emprego vem depois que a atividade econômica voltar a crescer. Existe uma defasagem", acrescenta.

Por conta disso, Cândido explica que o consumo das famílias, que responde por 63,4% do PIB, não deve surpreender positivamente neste ano. As despesas do governo, por sua vez, que somam 20% do PIB, também não irão registrar muita expansão, tendo em vista o cenário de restrição fiscal. “O único motor da economia, portanto, será os investimentos, que dependem da confiança das empresas”, diz.

A projeção do analista está em linha com a mediana do mercado (2,5%), sendo que o piso é de 1 %. Isso significa que se a economia não crescer neste ano, já temos uma herança estatística positiva de 1% oriunda de 2018.

A confiança, por sua vez, depende do andamento das reformas, tanto no Congresso Nacional, como infraconstitucionais (que não precisam de aprovação no Congresso), avalia o economista da Modalmais, Álvaro Bandeira. Uma reforma da Previdência profunda encoraja as empresas a investirem, ressalta.

Expectativas divulgadas ontem pelo Banco Central indicam expansão de 2,53% para este ano, mas para analistas, desemprego alto e restrição fiscal impedem maior dinamismo da atividade

Reformas

A confiança, por sua vez, depende do andamento das reformas, tanto no Congresso Nacional, como as infraconstitucionais (que não precisam de aprovação no Congresso) avalia o economista da Modalmais, Álvaro Bandeira.

Na avaliação de Bandeira, é preciso ter celeridade na aprovação das reformas para que a atividade econômica volte a reagir de forma mais rápida. “Quanto mais cedo e mais profunda for a aprovação da reforma da Previdência Social, mais segurança jurídica você cria, o que, consequentemente, encoraja as empresas a investirem”, comenta Álvaro Bandeira.

De acordo com o economista da Modalmais, o mais acertado seria aprovar a reforma que já está no Congresso, formulada durante o governo de Michel Temer (MDB).

Já na leitura do economista do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Lauro Chaves Neto, veremos mudanças mais significativas nas projeções a partir de fevereiro, período que o Congresso volta às suas atividades. Na avaliação de Chaves, mesmo com uma aprovação da reforma da Previdência este ano, efeitos mais significativos nos investimentos serão vistos em 2020.

"Existe uma defasagem entre a melhora da confiança e quando o empresário começar a investir, contratar mais de mão de obra", diz Chaves.

Já em relação ao índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, a mediana das expectativas do mercado ficou estável: alta de 4,01% para 2019 e de 4,00% para 2020.

Diante de uma inflação baixa e de uma fraca atividade econômica, o mercado cortou a projeção para a taxa básica de juros (Selic) de 2019 de 7,13%, para 7,00% ao ano. Há um mês, estava em 7,50%.

Já a projeção para a Selic no fim de 2020 seguiu em 8,00%.